Chamamento

Olá! Me chamo Ruben e escrevo especialmente para a turma do curso de filosofia da Nova Acrópole.
A jornada do curso de filosofia à maneira clássica está apenas no seu começo, mas já o estou achando incrível. A aula de ontem (05 de março de 2025) mexeu muito comigo. Na verdade, sinto que estava grávido e talvez esteja em trabalho de parto ou algo próximo disso (citando o exemplo de Sócrates que a Professora Lúcia nos ensinou). A propósito, todas as aulas tem me provocado, mas acordei hoje cedo pensando na aula de sociopolítica. Principalmente na exortação da Professora com respeito ao fato de estarmos tentando ou não provocar uma mudança em nós mesmos no sentido de sermos seres humanos, mais virtuosos, mais conscientes de quem nós somos e do nosso papel nesse “jogo”chamado “vida:”. Puxa vida, ela afirmou que “ a grande maioria nem está tentanto”. Será que esse é o meu caso?
Há muito tempo me sinto profundamente incomodado com esse assunto. Muitas vezes acho que estou tentando, mas recaídas frequentes insistem em me desanimar. Muitas vezes parece que meus esforços são insignificantes. Ainda no exemplo da aula de ontem, me identifiquei mais com a predominância de Rajas, pessoa mais impulsiva, no entanto, pouco a pouco, vejo que o segredo está na constância e na tendência a longo prazo. Paciência é uma grande virtude a ser desenvolvida em mim. Mas minha natureza preguiçosa tenta sempre me aprisionar, e na desculpa de ter mais paciência, corro o grande risco de ficar inerte. Como é difícil para mim esse equilíbrio em tudo. A dosagem correta é a aplicação da sabedoria, sem dúvida.
Por isso, após ouvir sobre a definição filosófica de Estado, Sociedade e Indivíduo, fiquei pensando se não conseguimos praticar um pouco de tudo o que estamos aprendendo dentro deste nosso grupo. Entendo que cada um tem seu momento, mas me sinto impelido (Rajas em ação talvez :-) a nos provocar como grupo para fazermos algo. Não sei o que, nem como. Tenho certeza que, se tentarmos, muitas ideias virão. Não para saciar o desejo de um ou de outro, e sim, para atender um objetivo maior, altruísta. Talvez tentar aliviar o sofrimento de tantos outros seres humanos que não dispõe dos privilégios e recursos que nós possuímos. Imagino até que muitos, como eu, já desenvolvam alguma coisa em paralelo neste sentido. É que penso que, talvez, faça sentido desenvolvermos algo neste nosso grupo.
Por fim, sei que o trabalho não é fácil, nos exige sacrifícios, também paciência e tolerância com quem pensa diferente de nós. Mas não vamos nem tentar? Eu estou disposto a tentar e estou tendo a inciativa de começar um diálogo sobre, ponto final. Daqui em diante, quero apenas ser mais um, num corpo onde cada um desempenha um papel e onde cada função é igualmente importante. Sei que errarei, erraremos, mas não é tentando e errando que aprendemos tudo nessa vida? Então, se isso faz sentido pra você, bora entrar em contato de alguma forma e iniciar alguma coisa.
Sinceramente,
Ruben

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