De Coração para Coração
- Ruben De Brito Silva
- Sep 12, 2025
- 3 min read

Há algumas publicações atrás, trouxe uma conversa com o meu coração . Mas hoje quero conversar com o seu. Não quero conversar com uma pessoa cujo nome está descrito num documento de identificação pessoal. Mas sim, com o ser que habita o corpo cujo dono tem um nome e se encontra em um endereço físico. E, uma vez que corações não tem boca nem ouvidos, ao menos aparentemente, preciso que respire fundo um pouco e tente se conectar com as minhas vibrações, ou melhor, as do meu coração.
Quando comecei a escrever para este blog, a ideia era compartilhar minhas histórias, pois achava que tinha muita coisa interessante pra transmitir às outras pessoas. Achava que assim eu poderia ajudá-las. Escrevi um texto, talvez dois, e o que parecia uma boa ideia foi diminuindo de importância dentro de mim, até que fiquei meses sem escrever, talvez mais de ano. Comecei a entender que tudo o que de fato era importante para ser escrito já havia sido feito. E por pessoas muito mais gabaritadas do que eu. Foi então, que uma pessoa me disse algo mais ou menos assim: “escreva, pois a sua perspectiva é particular e pode ter alguém que se beneficie dos seus textos por receber um determinado assunto justamente por causa desse seu viés" Foi aí que comecei a retomar a escrita.
Estou contando tudo isso para dizer que apesar de não trazer nenhuma verdade, muito menos uma nova verdade, não quer dizer que eu não possa trazer assuntos que sejam relevantes. Meu único interesse é de ajudar. E aí entra um aspecto importante. E é neste ponto que vou abrir meu coração! Abrir não, vou escancará-lo! Vou tentar tirar todas as máscaras possíveis e falar com a minha alma!
Tenho dúvida se deveria escrever na primeira pessoa do singular. Muitas vezes me questiono: como posso ajudar os outros se muitas vezes sinto como se não pudesse ajudar a mim mesmo? Sim, sou apenas um ser humaninho. Que sofre. Cheio de defeitos. Que já pisou muito na bola. Mas, que também aprendeu com os erros e tenta não errar mais. Contudo, continuarei errando em algo, mas que, pelo menos sejam erros novos e não os velhos e recorrentes. Ou que, ao menos, eles diminuam significativamente de agora em diante.
Quero ajudar a diminuir a dor da humanidade, incluindo a minha própria. Penso em fazer isso acendendo em mim, em você, e em outros, uma chama que não se apague. Não quero créditos. Só quero ser um instrumento para a propagação do bem maior. Quero ajudar a manter acesa a chama da esperança de um mundo melhor. De seres humaninhos, que como eu, tentam ser mais altruístas. Que apesar de tropeços, se levantam. Que apesar de levarem golpes não se vingam. Que por vezes podem se desanimar, mas que se realinham e reencontram seu centro, permitindo assim que tudo faça sentido.
Se, por ventura, ainda ler algum texto meu no futuro, ou tenha contato com algo que eu venha a fazer, entenda, sou apenas um instrumento. Apenas mais uma voz que ecoa e que é encoberta, muitas vezes, pelo barulho do dia-a-dia. O que importa são as ideias que tento trazer, apesar de muitas vezes eu mesmo não conseguir praticá-las à risca. Entendo que esse é um desafio comum, mas que vale muito a pena. E, justamente, por ser um desafio difícil é muito importante um estar ajudando o outro. Assim, é possível que mais e mais pessoas encontrem o caminho da realização do ser.
Por isso continuarei a escrever. Na primeira pessoa ou na terceira, não importa. Que não soe de maneira arrogante como aquele que sabe algo e tem muito para ensinar. Que seja apenas um compartilhamento de experiências para que você e outros não caiam nas mesmas armadilhas que eu caí. Para que você e outros não sofram pelos mesmos motivos que eu sofro e sofri. Que um dia nunca mais soframos!

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